INTRODUÇÃO

 

Introdução
Tratado
J. B. Vinhola

O que se expõe aqui, Tratado prático elementar de arquitetura ou Estudo das cinco ordens segundo Jacques Barozzio de Vinhola, é praticamente uma reprodução de um trabalho escrito pelo arquiteto italiano Vinhola no ano de 1562.

Foi inspirada na página do arquiteto guatemalteco Luís M. López Martí, elaborada em 2000, e seguiu-se o mesmo projeto gráfico.

Esta página também não tem a pretensão de ser um estudo analítico nem uma crítica às interpretações modulares que Vinhola propõe para cada uma das ordens da arquitetura clássica.

A obra é uma excelente base documental e gráfica efetuada no século XIX pelo arquiteto francês J. A. Léveil, que com esmerada técnica ilustrou, em 72 desenhos, todas as regras que Vinhola estabelece para cada ordem da arquitetura clássica.

As ilustrações são belíssimas enquanto representação gráfica e impressionam pela qualidade e precisão dos traços, o que nos leva a pensar quanto tempo ele teria levado para elaborar as ilustrações, e quanto tempo levaria um experiente desenhista de hoje, com computador e ferramentas de programas gráficos, tais como CAD, para fazer o mesmo trabalho, como observou Luís M. López Martí.

As estampas desta página foram digitalizadas a partir de um documento original, do começo do século XX, talvez 1905, em bom estado de conservação, comprado via Internet, de uma livraria de livros usados, na cidade de São Paulo, Brasil, no mês de fevereiro de 2007.

 

Arq. Luís Antônio Parreiras Menechino
Julho de 2008

Observações:

Ortografia:
A ortografia nas imagens e nos textos reproduzidos era a vigente do Brasil na época. A do texto, neste sítio, foi atualizada segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, adotado em 2008 pelos países lusófonos.

Medidas:
Na grande maioria das estampas, as medidas não são fixas, mas sim proporcionais, com módulos.

Módulos: Nas ordens toscana e dórica, o módulo é dividido em 12 partes. Nas ordens jônica, coríntia e compósita, o módulo é dividido em 18 partes. As abreviações para módulo são mod. ou m., e para parte é p. A designação de parte às vezes é omitida. Exemplos de notações: 5 módulos (cinco módulos), 2 módulos 2/3 (dois módulos e dois terços), 2 mod. (dois módulos), 2 mod. 6 partes (dois módulos e seis partes), 1 m. 2/3 (um módulo e dois terços), 2 m. 9 (dois módulos e nove partes), 30 partes (trinta partes), 8p. 1/2 (oito partes e meia), 5 (cinco partes), 7 1/2 (sete partes e meia) e 1/2 (meia parte).

Há exceções para algumas estampas, onde são utilizadas medidas fixas, tais como:

Estampa 63: palmos. É mais provável que seja o palmo inglês de 22,86 cm.
Pelas proporções na estampa, deve ser um palmo entre 20 e 24 cm, que é uma unidade tradicional igual ao comprimento de uma mão, do punho até a ponta do dedo médio. No sistema inglês de medidas é igual a 9 polegadas (22,86 centímetros) e comumente chamado de span, conhecido na época romana como palmus major. A forma mais curta, conhecida como palm ou palmus minor, possui apenas 3 polegadas, ou 76,2 mm, próximo ao palmo romano (palmus), que mede 74 milímetros.
O palmo espanhol mede de 23,2 a 24,1 cm. Em Portugal, e mais tarde regulamentado no Brasil, o palmo comum ou palmo craveiro (também conhecido por palmo ordinário, palmo redondo, palmo de vara ou ainda por palmo singelo), mede 22 cm, igual a 8 polegadas portuguesas (27,5 mm) e 0,1 braça.

Estampas 67, 68, 69: pés e polegadas. Os pés estão abreviados por p. As polegadas são simbolizadas como um pequeno zero acima do valor, e a linha, subdivisão da polegada, simbolizada como um "l" minúsculo acima do valor. No sistema inglês, em 1.958, foram padronizados pés e polegadas como segue: 1 pé = 30,48 centímetros (12 polegadas), 1 polegada = 25,4 milímetros. A linha tem 1/12 da polegada, ou 2,116 mm. No Império Romano, a polegada (uncia) media 24,6 milímetros e o pé (pes) 29,6 centímetros, o que dá aproximadamente 12 polegadas (unciae).

Estampa 70: sistema métrico.

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